A Escola como Monumento: Semiótica, Ideologia e Formação na Educação Básica

Autores

  • Cristiane Correa Strieder Universidade de Sorocaba

Palavras-chave:

Educação, Religião, Simbologia, Ícones

Resumo

Este estudo analisa, sob a perspectiva da linguagem semiótica, a estrutura ideológica, pedagógica e física do Complexo Monástico de São Bento, em São Paulo, com foco no Colégio de São Bento. O objetivo é compreender a influência da tradição beneditina na história e historiografia da educação brasileira, especialmente no que se refere aos princípios de disciplina, trabalho e espiritualidade.

A pesquisa adota abordagem qualitativa, de natureza histórico-educacional, fundamentada na História Cultural e na Análise Semiótica. Trata-se de um estudo de caso, com análise documental, observação in loco, registro fotográfico e entrevistas semiestruturadas. O corpus inclui fontes primárias (documentos, imagens, objetos e arquitetura) e secundárias (literatura sobre educação monástica e simbologia escolar). Os resultados revelam que o Colégio de São Bento preserva elementos da tradição monástica medieval, ressignificados conforme as exigências contemporâneas. A arquitetura, os objetos litúrgicos e a organização espacial expressam uma pedagogia da memória, moldando práticas educativas e subjetividades. Também foram identificadas tensões entre tradição e adaptação às demandas sociais e políticas. Conclui-se que o espaço escolar beneditino funciona como um monumento pedagógico, cuja materialidade transmite valores e ideologias, reafirmando a importância de compreender os ambientes escolares como construções simbólicas e históricas.

Referências

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Publicado

2025-11-09

Como Citar

Strieder, C. C. (2025). A Escola como Monumento: Semiótica, Ideologia e Formação na Educação Básica. Práticas Educativas Na Educação Básica, 1(1), 1–10. Recuperado de https://praxedu.com/index.php/praxedu/article/view/9

Edição

Seção

Artigos